<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2451682596790681541</id><updated>2011-07-28T18:37:55.809-07:00</updated><category term='Otávio'/><category term='amigas'/><category term='Saramago'/><category term='poesia'/><category term='resgate'/><category term='Rilke'/><category term='Heráclito'/><category term='eu mesma'/><category term='Quintana'/><category term='Schüler'/><category term='volta'/><category term='metalinguagem'/><category term='Pessoa'/><category term='sonhos'/><category term='arquivo'/><category term='rascunhos'/><category term='livros'/><category term='Campos'/><category term='música'/><category term='filmes'/><category term='referências'/><category term='datas'/><title type='text'>Doze de Abril</title><subtitle type='html'>Dizer! Saber dizer! Saber existir pela voz escrita e a imagem intelectual. Tudo isto é quanto a vida vale: o mais é homens e mulheres, amores supostos e vaidades fictícias, subterfúgios da digestão e do esquecimento, gente remexendo-se, como bichos quanda se levanta uma pedra, sob o grande pedregulho abstracto do céu azul sem sentido.
Livro do Desassossego: trecho 117</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dozedeabril.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dozedeabril.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Giuliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08321400099839041481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2451682596790681541.post-6221255410761677589</id><published>2008-09-21T10:27:00.000-07:00</published><updated>2008-09-21T10:28:33.279-07:00</updated><title type='text'>Mudei-me</title><content type='html'>Estou em endereço novo, mas o blog segue o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dozedeabril.wordpress.com/"&gt;http://dozedeabril.wordpress.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2451682596790681541-6221255410761677589?l=dozedeabril.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dozedeabril.blogspot.com/feeds/6221255410761677589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2451682596790681541&amp;postID=6221255410761677589' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/6221255410761677589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/6221255410761677589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dozedeabril.blogspot.com/2008/09/mudei-me.html' title='Mudei-me'/><author><name>Giuliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08321400099839041481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2451682596790681541.post-3781628577191777605</id><published>2008-08-31T13:34:00.000-07:00</published><updated>2008-08-31T13:56:59.414-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu mesma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='volta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigas'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Passo em revista pela tropa das minhas idéias. A máquina fragmenta ainda mais meus excertos de coisa nenhuma. Na coluna ao lado, que observo de olhos parados e busco maneiras de escrever meu relato aberto e sincero, ela mistura títulos, começos de cartas, tentativas de inícios, fins súbitos. Como se assim me mostrasse quão variável posso ser, o quanto posso dançar entre desejar escrever com um projeto de tema e objetivo ou simplesmente despejar palavras, nem sempre minhas, nem sempre alinhadas. Os discursos cortados, que eu me desculpo dizendo não ter mais que dizer, são apenas o sinal da preguiça, quando cruzamos a fronteira do primeiro impulso e partimos para o esforço de querer dizer. Escrever é juntar fumaça, alguém disse, e junto a fumaça de tudo que vem queimando em mim, anos a fio. Também é organizar, cristalizar o que flutua, e quero pôr ordem em mim. Uso de tudo para espantar idéias insistentes, como a de que a cama desarrumada é apenas minha preguiça e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As incisões das perguntas ainda sangram. Ainda ecoam em mim os desafios da constância (quanto você já se esforçou para isso?), da minha maneira de rabiscar por pequenas frases (depois como você vai juntar tudo?). Todo livro aberto é uma sangria. A ameaça de conhecer o medo de ir embora, provocativa, vinda de quem se fingia alheio ao que acontecia. Talvez essa ou aquela viajante, meninas imersas nas letras (não minhas, pois nunca vi sinal de que aparecessem) em alguma conversa breve ou num telefonema raro, tenham me narrado esse temor. Tenham dito de suas terras distantes, de dores semelhantes – a mesma dor, quando o futuro agarra nossa mão. Que ouvidos teria eu, alheia e estática? Não os tive porque não conhecia. E eu conheci. Só conhecemos, em última instância, aquilo que se vive. O que olho que viveu, vê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sujo meus sonhos de realidade. Levo meus desejos ao extremo da ponta de um lápis. Não vejo nada. Existem palavras e eu existo. Essas foram as coisas mais certas que consegui. Amanheço de luz acesa. Sujo meus sapatos de rua. Saio para onde se vê meu rastro confuso, onde se espalha a casca que fui arrancando das horas; ruas e praças tão minhas, de tanto que pousei nelas os olhos. Vou atrás de um pensamento esquivo, que teima em não se enclausurar na casa, da revelação que não quer acontecer aqui: coisas diluídas em ar. Os sapatos voltam ao armário, eu volto ao quarto-de-não-dormir. Deslocamento nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero passar Agosto a esperar Setembro. Penso muito ou não penso? Sento-me na beirada da vida. Espero-a acontecer, assisto? &lt;/span&gt;&lt;a style="mso-comment-reference: OD_1; mso-comment-date: 20080827T0856"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Espectadora &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;que desceu de um trajeto e quer ser passageira de outra coisa. Que coisa? Outra. Em toda decisão, acima do burburinho dos conselhos e da prudência recolhida em cada esquina, estamos necessariamente sozinhos. Seja no nosso crescimento ou nos nossos fracassos, não levamos ninguém. Na hora mais silenciosa da madrugada, fazemos nossas piores perguntas e desenterramos respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo-me, quando criança, de gritar desesperadamente por uma dor de ouvido. Não que doesse tanto, mas eu não tinha certeza se iria acabar: aquela dor nunca me havia doído, nunca havia sarado dela. Toleramos bem melhor aquilo que conhecemos o ciclo. Nenhuma mulher sente todo mês o desconforto da cólica como naquela vez primeira em que nosso corpo parecia agir fora de nosso controle. Pois acometida de mal inédito, adoeci. Anoiteci. Duvidei que amanhecesse dia em que me visse revigorada. Mas aos poucos, amanheceu: aprendi que em algumas enfermidades, cura é escolha. Doeu-me a ansiedade dos meus poucos anos, a aflição de que o mundo pudesse parar de girar ou que a vida cessasse de acontecer. Angústia que me fez cega para ver que há um ano eu era outra, me embrenhava em caminhos tão diferentes e proclamava-me estagnada, como se não estivesse imersa no rio-vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais sã (ou menos, na visão de alguns) faço-me então aqui presente. Agradeço a minha leitora única, lá da terra da Ramilonga, pelas visitas e pela insistência tão amável. Nos perguntamos, as duas, embora ignorando em partes as razões uma da outra: terá esse caminho um coração? [&lt;/span&gt;&lt;a style="mso-comment-reference: OD_2; mso-comment-date: 20080827T0905"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;e poderá alguém saber com exatidão das razões que não sejam suas?&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;] Arrisco sem medo algum essa semelhança nossa, orgulho e ruína, de querer coisas com coração. Quisera ter o poder também de provocar outras, denunciar ausências, trazer ainda mais para perto outros corações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluo que não quero ser triste nem alegre. Não quero esperar epifanias nem revelações. Meu sossego, há tanto perdi... nem procuro. Eis meu ato inaugural: indigente, passo em revista por mim mesma, caminho sobre os sonhos caídos, dobro a esquina da falta de senso. Ruas limpas de lembranças. Desencaminho-me. Caio no endereço das coisas minhas, que pouco ou nada conheço. &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;a name="_msocom_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2451682596790681541-3781628577191777605?l=dozedeabril.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dozedeabril.blogspot.com/feeds/3781628577191777605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2451682596790681541&amp;postID=3781628577191777605' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/3781628577191777605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/3781628577191777605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dozedeabril.blogspot.com/2008/08/passo-em-revista-pela-tropa-das-minhas.html' title=''/><author><name>Giuliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08321400099839041481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2451682596790681541.post-6011327881987649852</id><published>2008-06-19T18:11:00.000-07:00</published><updated>2008-06-20T04:39:34.574-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Campos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pessoa'/><title type='text'>A Destempo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Entre as coisas do mundo e ela, descompasso. Sua vida seguia um curso paralelo: enquanto os outros coreografavam ela andava tropeçando. Desafinada, aquela que nunca faz a escolha certa, que não acha nunca a frase justa. As palavras fugiam-lhe da boca para estarem fora de hora, para pesarem no ambiente. Por impulso não era, por mais que calculasse, saía-se assim, arritmada. Não tinha o dom de fluir que pareciam ter os outros. Perdia prazos e sequer tomava conhecimento deles. Era cheia de qualidades, isoladamente. Mas o todo é maior que a soma das partes – isso ela aprendeu da pior maneira – não sabia harmonizar o que era bom em si mesma.&lt;br /&gt;Destoando da paisagem e dos passantes - dos que cruzavam por ela mas não ficavam, dos que ela cruzou pela vida mas não ficou – um dia quis partir sem cerimônia, para desafinar em outra canções. Talvez não melhores que aquela, mas outras. Queria fugir no comboio que iria para o lado de lá, mas descobriu que as passagens estavam todas compradas. Os tesouros já estavam todos descobertos. O pior, porém, é que os amores que encontrou também já haviam sido encontrados. Teria chegado atrasada para a própria vida? Ficava de subsidiária, segunda opção. O caso era que as primeiras opções nunca falhavam e permanecia sozinha. Migalhas. Uma possibilidade razoável de transgressão, quando muito. Espectadora infeliz de vidas que não eram suas, figurava. Acompanhando vidas alheias como fosse &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;uma novela, aprendendo seus dialetos, um cão aguardando na porta para que lhe reste algo do banquete; da vida luminosa que viviam - ou assim imaginava que fosse - queria apenas uma réstia de sol.&lt;br /&gt;Entre as coisas do mundo e ela, desacerto. O mundo havia criado nela necessidades? Eliminá-las era equilíbrio reestabelecido. Aprendeu a renúncia e o estoicismo não por escolha, mas hábito. Renunciar, disfarce indisfarçado: não se renuncia ao que se nunca pôde ter. Uma casca, uma cápsula onde se enclausurar; e chegou um tempo em que se perguntava o quanto era assim de fato e quanto havia se inventado desse modo. Não sabia dizer. Tudo estava numa seqüência de sobreposições que encobria aquilo que imaginava ser seu modo de viver. A dobrada à moda do Porto que pediu veio fria¹. Que remédio? Já não carregava desconsolo, como se poderia pensar. O poeta lhe disse que era nobre não saber agir, ilustre não ter jeito para viver. A grandeza do desajuste: esse era, afinal, seu valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¹Álvaro de Campos – Dobrada à moda do Porto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2451682596790681541-6011327881987649852?l=dozedeabril.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dozedeabril.blogspot.com/feeds/6011327881987649852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2451682596790681541&amp;postID=6011327881987649852' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/6011327881987649852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/6011327881987649852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dozedeabril.blogspot.com/2008/06/destempo.html' title='A Destempo'/><author><name>Giuliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08321400099839041481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2451682596790681541.post-5266799814292511385</id><published>2008-05-04T15:07:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T18:02:35.716-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Clara manhã na janela. Pouca poesia nas mãos. Escrevo. O espelho d’água que eu era se agitou. Estanque em poços que estava, a água agora se revolta no rio. A minha eu das sempre presentes inclinações está vazando por entre os espaços de tempo da nova eu, a das firmes convicções. A nova quer voltar a ser a velha, esquecendo que chorou para ser o que é. Chorava então o tempo que acreditava perder, a vida que podia ouvir escorrendo por entre imaginários relógios de areia.&lt;br /&gt;Há que se aprender também de nascentes, não só de poentes. Devemos experimentar, sim, novos crepúsculos e céus. Como a mim, a muitos o desejo de liberdade faz levantar da cama, ignorando consciente ou inconscientemente que carregamos conosco nossos quartos fechados, que somente transferimos solidão de lugar. Muitos acordam e pensam: escrevo. O tempo guardará minhas palavras, as deles? Nenhuma, ou ambas: ignoramos. Importa agora apenas a xícara de café que se esvazia e o papel que se preenche.&lt;br /&gt;O dia nasceu assim. Como o mundo é, não sei dizer: só sei hoje o que ele se deixou revelar, o que ele deixou raiar e assim é que o contarei, nessa manhã. A matéria de que são feitos os dias é sempre a mesma? Luz perniciosa que me fere os olhos, eu dizia. Freqüentava a sombra, como quem deseja saber e procura se avizinhar de algum escuro mistério. E o que antes era mundo estranho se converteu em meu mundo. Progrido na descoberta. Ainda não estou desperta, mas certamente em vias de despertar. Penso e sinto com força essa certeza: o que escrevemos hoje certamente não é a verdade, nem mesmo nossa própria. O que temos são parciais, e isso - agora entendo - não é pouco. É um começo: a escrita, também, só está a amanhecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2451682596790681541-5266799814292511385?l=dozedeabril.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dozedeabril.blogspot.com/feeds/5266799814292511385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2451682596790681541&amp;postID=5266799814292511385' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/5266799814292511385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/5266799814292511385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dozedeabril.blogspot.com/2008/05/clara-manh-na-janela.html' title=''/><author><name>Giuliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08321400099839041481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2451682596790681541.post-4464202431650555857</id><published>2008-04-29T16:47:00.000-07:00</published><updated>2008-04-29T16:52:08.785-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saramago'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quintana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Otávio'/><title type='text'>Invenção</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para o artista imerso em seu processo criativo, tudo se relaciona à sua obra. Qualquer coisa ao seu redor conecta-se intimamente com sua criação. Pois tal sucede para quem se põe a fabricar bem-quereres. Pois de muito, lido nos poemas de bolso e deixado em suspenso – a espera de ocasião, como essa, que lhe fixasse sentido – sei que quem ama inventa o que ama. Também ao redor dessas invenções – não artísticas, talvez, mas maiores – tudo girava. Canções, livros, escritos: todas, todos.&lt;br /&gt;Já não podia dizer “Que tenho eu a ver com ele?” sem que fosse o mais ridículo dos desprendimentos fingidos. Estava o mundo a espera de um milagre novo? Feito um autor espera uma palavra providencial que reativará o fluxo interrompido. Guerra, em rascunhos: um exemplo de combate com a língua, uma perseguição à expressão. Sitiados estamos todos: cada um cerca o outro e é cercado por ele, &lt;em&gt;queremos deitar abaixo os muros dos outros e continuar com os nossos&lt;/em&gt;. Incapaz de forçar as portas das intimidades alheias? Sim, e eu te digo, Entra, e mais do que entra, digo, leia-me.&lt;br /&gt;Pedi para que cuidasse das minhas letras feridas, trocadas, invertidas. Revisaste já, por acaso, o mundo? Viste como ele mudou? Brilha um sol diferente no céu. Façamos nossos pactos, acordos. Não festejados, alardeados: antes sejam silenciosos, presumidos. &lt;em&gt;Tu restituisci il sole, io trattengo le parole&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Inventas um troféu, eu trato de vencer&lt;/em&gt;. Já em Éfeso se dizia: a harmonia invisível à visível supera. O pacto que se fez ver é porque já existiu no invisível. Não se celebra o que já não se presumiu no escuro e no silêncio.&lt;br /&gt;Demos de ombros a distâncias. Se a informação pode hoje debochar das fronteiras, não podem as pessoas. Somos ainda os mesmos: vazios de abraços ainda doem, igualzinho há muito, muito tempo atrás. Mas o risco é menor no jogo do que na timidez dos precavidos: joguemos. Não cremos na existência sem afronta ao perigo.&lt;br /&gt;Deixa-me, então, existir no espaço novo que acordaste em mim. E ele me diz: não, eu nada esperava, nunca, jamais. Eu, a das intuições cintilantes e sem desviar nunca os olhos, confesso, sem desprendimento fingido: imaginava, pensava, sim, sim, chegaste quando eu te sonhava.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2451682596790681541-4464202431650555857?l=dozedeabril.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dozedeabril.blogspot.com/feeds/4464202431650555857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2451682596790681541&amp;postID=4464202431650555857' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/4464202431650555857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/4464202431650555857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dozedeabril.blogspot.com/2008/04/inveno.html' title='Invenção'/><author><name>Giuliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08321400099839041481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2451682596790681541.post-4057991438728343802</id><published>2008-04-12T15:51:00.000-07:00</published><updated>2008-04-19T15:22:15.433-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='datas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metalinguagem'/><title type='text'>Doze de Abril</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Apenas pensou, se por um desses acasos, alguém pudesse lembrar e pensasse como Eliot que “april is the cruellest month”¹. O abril dele florescia, o verão o supreendia como um aguaceiro; o abril dela era do frio ameaçar uma chegada, do ano já ter dito – ou dado pistas – de por que veio. Este já tinha, sim, falado bastante. Ou dissesse como Vinicius que &lt;em&gt;os ares de abril não querem saber de dor&lt;/em&gt;. Pensando nisso, pensou em estações, em inícios e fins, em ciclos e em ritos de passagem – pensou na história da sua própria vida. Mexeu em coisas antigas para poder trazer algo interessante do passado. Nada achou. As coisas que escrevia tinham um prazo de suportabilidade exíguo. Mesmo aqui, com datas e nomes e correções mil, o arrependimento vinha. Alguém lhe contou que descobriu a escrita por redigir muitas cartas. E ela, por que escrevia? Lembrou-se claramente: escrevia porque tinha problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Coloca método e força&lt;br /&gt;Nesse grafite que arranhas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grafite? Já faz tanto... folhas que encaminha para o lixo e, nos minutos finais, as resgata. Perde noite a relê-las e nega que seja ela mesma. Ela – não a mesma de agora, é certo – mas ainda que seja aquela de cinco, seis, sete anos atrás: não se vê, não se imagina. Mas não havia como negar: as havia organizado em uma caixa, por tanto guardada feito tesouro, meticulosamente em ordem cronológica. Depois, adotou o método dos cadernos a tiracolo. Freqüentemente os perdia – o que ela não perdia? – e continuava a escrever descontinuamente.&lt;br /&gt;Expressão era feito de ânsia de dizer, não propriamente que necessitasse ser compreendida ou chegar realmente a algum lugar. Um medo? Quando ainda mais jovem, era a violação dos diários. Folhas preciosas, cheias de segredos presumidos por qualquer um. Inquietava-se só de pensar em alguém pousar nele os olhos, imaginava os risos, a exposição: corria, abria a gaveta. Não, ainda bem!, estavam a salvo – sempre estavam a salvo.&lt;br /&gt;Hoje, o que há para temer? Não por ter deixado de lado a ingenuidade ou a tolice, mas por já ter assumido o ridículo. Seus temores agora eram outros. “Quanto mais lês, menos aprendes”. Buscava o que era seu, essencial e inexpugnavelmente seu. Temia que tudo aquilo que consumia – e até então acreditava, assim, escalar para a sabedoria – turvasse o que realmente poderia ser aproveitável de si. Mas quem afinal pode passar por um temporal e não se molhar? Já não saberia dizer qual desassossego era seu e qual havia tomado para si. E quem pode passar inerte por tudo isso? Como poderia uma alma fraca feito aquela ser uma rocha para tudo, rebatendo com a dureza que não tinha todos esses ataques à sua superfície? “Vi mais paisagens do que aquelas em que pus os olhos”, lembrava da frase com que ganhou o mundo como lembrava que estava viva. Impressões – isso era um pouco como ela escrevia – eram elas que preponderavam. Não narrava fatos, personagens, nomes, circunstâncias, ambientes. Impressões, tão-somente. Sentimos e pensamos vagamente em como mudamos, mas quando escrevia tinha provas, sílaba a sílaba, de avanços ou retrocessos – trabalho difícil distingüir um de outro. Aceitar suas circunstâncias: havia se aconselhado mas não encontrava jeito de seguir. Nada exagerar, nada excluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Fui aquela que acreditou nas canções: destino e naftalina, nunca! Também acreditei naquele velhinho que dizia que devemos sempre sair para a rua como quem foge de casa. Quando saíssemos para uma longa viagem, levar a vontade de nunca mais voltar. Mesmo que voltemos! Mas e agora? Não fugi e os sonhos estão no sótão ainda. (02/01/08)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem se vai ali, olha, sou eu.&lt;br /&gt;Sob a neve de papel que cai de um céu de janelas.&lt;br /&gt;São janelas feitas de ar, todas iguais. Qual delas se abre por mim?²&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sufocar-se, não perder-se, ter dentro de si uma bússola para apontar: é lá que eu sigo, é para o lado de lá que eu vou estar. Assumiu, ainda assim, a vontade de fazê-lo. Não porque acreditasse obter alguma vantagem, não porque quisesse agradar ou nem mesmo se entender, mas porque queria provar que tinha algo a dizer. A essência, a razão primeira: ter algo a dizer. Há quem venha ao mundo sem isso? Rejeitava a idéia de seres humanos com missão determinada. Se não tivesse, inventaria. Se não fosse sua, tomaria para si: assumiria postura – não era assim que vinha atravessando a vida?&lt;br /&gt;Sufocava-a a reflexão sobre o exercício mais do que ele próprio. Entretanto, em datas específicas – não é que considerava datas mesmo? – deixava o dique da metalinguagem se romper. Contava sua história, mesmo que não fosse nada de novo. Inovar também não era uma de suas ambições. Nada pode ter o frescor da novidade (“não há nada de novo sob a rosa do sol”), nisso acreditava, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Porque não podemos passar a vida pedindo palavras a outrem. Não se pode sobreviver para sempre somente nesse empréstimo. É uma sujeição desmedida aos pensamentos que outros tiveram. Sim, nos sirvamos deles: porque temos a irmandade com o mundo e com as coisas do mundo. Mas, ainda assim, que nossa satisfação não nos chegue tão cedo. Façamos nossos próprios porque nós também existimos. Acredito no que penso, porque hoje me faço assim, me pinto assim, me escrevo assim. Permito-me fazer, pintar, escrever. Quero me permitir ser, porque não quero inventar limites mais do que os que já possuo. (20/07/07)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – T. S. Eliot – O Enterro dos Mortos&lt;br /&gt;2 – Neve de Papel - Vitor Ramil (Longes, 2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2451682596790681541-4057991438728343802?l=dozedeabril.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dozedeabril.blogspot.com/feeds/4057991438728343802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2451682596790681541&amp;postID=4057991438728343802' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/4057991438728343802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/4057991438728343802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dozedeabril.blogspot.com/2008/04/doze-de-abril.html' title='Doze de Abril'/><author><name>Giuliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08321400099839041481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2451682596790681541.post-8950513614222288085</id><published>2008-04-01T11:11:00.000-07:00</published><updated>2008-04-01T11:22:55.856-07:00</updated><title type='text'>Intervalo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pensei hoje nas coisas perdidas, esquecidas, escondidas. Ocultas. No tijolo que não vê mais sol embaixo do reboco da parede. No desenho das lajotas do piso, há anos encoberto pelo carpete. Na moeda que caiu dentro do sofá e não compra mais nada. Uma fotografia que escorreu para o fundo da gaveta e ninguém deu por ela. A embalagem plástica, lançada ao solo, que cumpre paciente seu século de decomposição. No fóssil numa camada errada, esperando para destruir uma teoria geológica inteira. Pensei em todas as luvas e em todos os pés de meia desquitados e inutilizados. Na bicicleta que ensinou o equilíbrio e que nenhuma criança anda mais.&lt;br /&gt;Fiquei a pensar no silêncio dos porões das casas. Quis eu mesma estar nesse silêncio. Invejei as coisas obsoletas, ultrapassadas, velhas; queria dividir pó com elas, deixar-me estar num vão de uma escada, ser empilhada junto com as enciclopédias que acentuam êrro e flôr. Eu quis um canto num sótão, talvez aninhada entre as roupas separadas para doação e nunca entregues. Desejei ser o guarda-chuva esquecido, que ninguém quis porque estava roto, e foi deixado a um canto. Quando tudo nos oprime, deveríamos poder virar cistos, deixar tudo em suspenso. Permanecer muitos anos ausente, até que alguém mova um armário e, surpreso, nos encontre. Há dias em que se quer mesmo ser esquecida.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2451682596790681541-8950513614222288085?l=dozedeabril.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dozedeabril.blogspot.com/feeds/8950513614222288085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2451682596790681541&amp;postID=8950513614222288085' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/8950513614222288085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/8950513614222288085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dozedeabril.blogspot.com/2008/04/intervalo.html' title='Intervalo'/><author><name>Giuliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08321400099839041481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2451682596790681541.post-5807033681333286890</id><published>2008-03-25T18:23:00.000-07:00</published><updated>2008-03-26T02:45:16.393-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='referências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Heráclito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Schüler'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>(Dis)curso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Seleciono ações, coleto expressões.&lt;br /&gt;Cintilam frases. Podem iluminar? Precisam, antes, crescer no escuro. Pode o útero exposto a luz do dia gerar vida? A escrita inflama-se do que se crava na carne – sim, a sensação é essa. Encontro palavras que conhecem as anteriores. Vem ao apoio daquelas, corroborar hipóteses que já acenavam. Acenos, compreendidos no espaço entre o oculto e o manifesto – estão para serem vistos por olhos treinados.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Afrontar portas, enfrasar palavras, declarar indigências.&lt;br /&gt;Provocar mistérios, abrir distâncias, inaugurar dilemas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Atravessa os tempos esse discurso, agitando águas que ainda alargam círculos. Deixo-me agitar? Defendo-me? Apreendo, pondero. Investigo a linguagem, redimida de enigmas.&lt;br /&gt;Não saberei economizar palavreado, condensar, colocar a idéia em pouco, pílulas de pensamento. Abandono-me na linguagem caudalosa; sim, inútil, mas estou irremissivelmente imersa nela. Pouca vontade de emergir – acredita, ainda, em seus frágeis edifícios verbais.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aparar arestas, desalojar mentiras, desemboscar erros.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Estranhamento: o princípio. Não dar como meta o que é só ponte.&lt;br /&gt;Continua.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2451682596790681541-5807033681333286890?l=dozedeabril.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dozedeabril.blogspot.com/feeds/5807033681333286890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2451682596790681541&amp;postID=5807033681333286890' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/5807033681333286890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/5807033681333286890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dozedeabril.blogspot.com/2008/03/discurso.html' title='(Dis)curso'/><author><name>Giuliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08321400099839041481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2451682596790681541.post-8128981179708014496</id><published>2008-03-21T22:01:00.000-07:00</published><updated>2008-03-23T15:46:51.975-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resgate'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arquivo'/><title type='text'>Série: Resgate</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Qual é o momento de dizer "basta!" no processo de reescrever um texto? Vou postar algumas desistências minhas. Esse é de 2006, não sei precisamente o mês - ainda não datava as coisas direito. Sem título.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando a vida estivesse oscilando entre nada e coisa nenhuma, elas estariam lá, como quadros bonitos cobrindo minhas paredes brancas demais. Não que tenham deixado de ser belos, mas queria algo maior, um painel, para livrar-me da palidez e não ficar pendurando coisas nela. Tuas promessas. Elas são decoração provisória – agora me mudei para esse apartamento novo, e não sei o que fazer com ele. Eu sento no meio da sala para pensar e fico desejando o jardim que deixei pra trás. Às vezes saio para passear e, distraída que sou, esqueço onde moro. Quando as chaves que tenho não abrem mais a casa antiga é que lembro que moro aqui.&lt;br /&gt;Mas darei jeito em tudo isso, hoje – aproveito hoje porque não tenho muitos ímpetos de limpeza, me afeiçoo a quase tudo – toma as promessas, os possíveis passeios, as passagens compradas e não usadas, as paisagens onde nunca pusemos os olhos, as estratégias incumpridas, o grande amor em potencial que sou. O que poderia ter sido. Tudo quinquilharia hipotética e patética. Vão agora habitar a dimensão das coisas que não foram. Sei que criei tudo isso, aceito minha quota de culpa. Achava que precisava de distrações, queria um lugar onde o coração aportasse quando não houvesse pra onde ir. Revoadas de frases que vinham pousar em mim, estado enganoso de graça. Percebi, por um efeito vindo não sei de onde, que não precisamos disso. Nem de livros de histórias felizes - aquele escritor sempre esteve certo - precisamos que eles quebrem o gelo dentro de nós. Queremos ornar nossa vida com isso, freqüentar devaneios, deliberadamente nos enganar. Mas por que temer o vazio, a nudez da alma, das paredes? Tu não pediste, nem impuseste – eu bem sei – mas mesmo sendo esse simples e despretensioso, eu te coloquei no centro do meu grande mundo de ilusões. Eu, minhas canções, minhas invenções, meus pensamentos: tudo gravitando ao teu redor. Precisamos sempre estar ao redor de algo? Que medo é esse de flutuar? Voltas e voltas e não deslocamos um centímetro.&lt;br /&gt;Tua rua, até bem pouco, ignorava que existisse; agora a simples menção ao nome dela já me faz sobressaltar. Se eu não seguro nas mãos da realidade, meu pensamento vai caminhando até ela, mesmo eu nunca tendo posto lá os pés [isso pouco importa, eu acabo por forjar tudo: já arquitetei tua casa, plantei árvores ao redor, desenhei teu quarto, organizei teus livros na estante, deixei as camisas jogadas onde estavam]. “Mas eu, que te fiz garota?” Foram só palavras, palavras... e fico aqui lamentando que não entendas e não saibas que esse é justamente o alimento de todas essas coisas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2451682596790681541-8128981179708014496?l=dozedeabril.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dozedeabril.blogspot.com/feeds/8128981179708014496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2451682596790681541&amp;postID=8128981179708014496' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/8128981179708014496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/8128981179708014496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dozedeabril.blogspot.com/2008/03/srie-resgate.html' title='Série: Resgate'/><author><name>Giuliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08321400099839041481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2451682596790681541.post-3242359251042808306</id><published>2008-03-13T16:37:00.000-07:00</published><updated>2009-11-10T17:49:42.845-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Desapegar-se das coisas pequenas e apegar-se às grandes. Isso foi o que ele tentou fazer, desde tempos até aquele dia. Mas as grandes se deixam pegar? Meditava nisso. Seu destino era isso - assim ele acreditava - e sentia necessidade de estar a altura dele, por isso estava sempre atrasado. A vida se tornava curta para contê-lo. Tocar o impossível, perseguir a grandeza: foi naquela manhã insólita que a tolice disso tomou nitidez. Escolheu o grande, o inexistente, intangível. Foi nobreza? Não, foi covardia. Escolheu o indefinível, traçou metas inalcançáveis por covardia de todas as alcançáveis. Por que não tomou assento no auditório dos sossegados? Sentir a vida como vivente e habitante da terra, tocar o chão com seus pés. Viu-se maior que os outros, portador de alguma verdade, inchado dessa sensação de semi-deus. Quando viu então a ordem das coisas, a total ordinariedade da vida - o trivial e ameno tem seu sentido, afinal – entendeu que a vida que queria era vacilação, vazio de sentido. O que o acometeu foi um delírio de grandeza. O céu que tocou não era céu, era o telhado da sua vaidade: foi engano feio. Desdenhou o quotidiano por não encaixar-se direito nele, não porque merecesse o extraordinário. Suas visões e revelações eram lugar-comum; suas idéias originais estavam nas cabeças de toda a gente.&lt;br /&gt;Saiu de si e observou-se: aquela veste de gênio era grosseira. Sentiu-se traído. O que havia trazido aquela perplexidade? A manhã. Raios da manhã excessivamente real. O que pensou foi uma fantasia sim, mas sobreveio-lhe agora a dimensão de todas as coisas. Foi um mortal, sempre foi, mas sentia-se iniciado nos mistérios do mundo. Não que fosse a pior das criaturas, era uma pessoa muito boa. Se era um mendigo com sonhos, o era com dignidade. Se esperou o universo inteiro de pouco, culpou sua juventude, essa nuvem de inexperiência que encobria a vista. Decidiu se perdoar. Não conseguia negar, as pequenas insignificâncias da vida lhe davam prazer, sua felicidade agora pedia pouco para existir. Viu agora sua ignorância, esteve embevecido de canções, de poesia.&lt;br /&gt;Foi para casa, lançou ao fogo tudo que o ligava àquela loucura que o havia tomado. Traçou objetivos condizentes com sua vida. Agora podia ver – sim, agora via tudo - precisava dar aquela volta enorme para chegar a isso. Imortalidade... riu e deu de ombros. A vida caminha para o esquecimento, somos todos humanos. Nossa dor é a mesma dor, nosso amor é o mesmo amor, partilhamos o mesmo ridículo, vivemos a mesma infâmia. Ninguém é tão diferente e nem totalmente responsável pelo que é. Era o da mansarda, sempre seria. E por que o desconforto? Devia admitir. A tolerância e a semelhança com o outro, como há muito não sentia: podia ver a si mesmo quando olhou para o vizinho do 203 que subia a escada. Estar entre iguais é como voltar a ter um lar. Limpou seu coração daquela incompreensão da qual se orgulhava. Um peso enorme havia cedido – ambicionava agora não ter ambições. Foi aquela sua reconciliação com o mundo, talvez não o mundo infinito que antes queria para si, mas esse em que era alguém e no qual agora existia com conforto.&lt;br /&gt;Eu delirava de fraqueza - pensou dias mais tarde. O caminho é longo e lutava contra a avidez diariamente. As coisas flutuantes, impalpáveis, sempre nos deixam na dúvida se estamos agindo de fato para seu fim ou não. Sim, estava agarrado a um galho débil, era algo remoto, mas era sua única possibilidade de vida. Precisava criar resistência àquela claridade traidora, aquela desesperança de sonhos que o período matinal impunha. Perdoou-se novamente e nem lamentou os cadernos que viraram cinzas – ainda se fosse uma grande fogueira, mas numa lareira, num apartamento desses – lembrava quase tudo que estava anotado neles. Pegou umas folhas brancas e voltou a pensar naquele projeto.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2451682596790681541-3242359251042808306?l=dozedeabril.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dozedeabril.blogspot.com/feeds/3242359251042808306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2451682596790681541&amp;postID=3242359251042808306' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/3242359251042808306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/3242359251042808306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dozedeabril.blogspot.com/2008/03/um-conto.html' title=''/><author><name>Giuliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08321400099839041481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2451682596790681541.post-1038884706834160562</id><published>2008-02-24T17:13:00.001-08:00</published><updated>2008-03-08T06:50:44.765-08:00</updated><title type='text'>Diálogo ou qualquer coisa como um diálogo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Então de novo? Vens aqui para que eu te diga o que queres ouvir, não podes ouvir o que queres de ti mesmo? Roubas meu tempo e não podes devolvê-lo. Estou numa encruzilhada. Todos estamos, é o que te digo sempre, mas só agora podes ver. A encruzilhada é constante fora, mas dentro temos a ilusão do caminho reto. Agora a encruzilhada é dentro, já que aprendeste, de uma maneira ou outra, a olhar para ti. Estava cego para mim, como dizes? Sim, cego para ti. Achavas que te conhecias, deste por encerrada a tarefa infinita. E te alertar, que diferença faria? Tocar sinfonia para surdos? Agora terás de viver o que até agora construíste, mesmo em cada momento ocioso, a hora em que cada pensamento tem seu eco na realidade. O reflexo de tudo que não fazia sentido, virá para ti num momento preciso. Resgate, remissão, redenção? Ah não, essas tuas palavras, essas conceituações estrepitosas! Eu me pergunto se és capaz de sentir a vida um pouco em silêncio. Não será como pensas, tolo, não será algo que lhe renderá celebrações. Não gritarás ao mundo, não vais brindar a isso, não serás capaz de contar a alguém, quem quer que seja. É como uma sensação de dever cumprido, só que maior. Vais respirar fundo e essa sensação tomará conta de ti. Nesse dia dormirás cedo, e antes de dormir poderás pensar “eu existo” e isso calará fundo dentro de ti. Uma experiência tão tua, privada, cheia de absurdo. Espero estar a altura dela. Só acontece com quem está. Não vês essa seriedade estranha que me falas, as certezas que se vão, a sacola de ilusões ficando mais leve? Não sofres mais por isso. Só a estranheza cresce, como cresce o grito que ficas abafando em ti. O grito não pode ser gritado de outra maneira, mas como ele cresce dentro de nós, continuamente, há mil possibilidades de ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2451682596790681541-1038884706834160562?l=dozedeabril.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dozedeabril.blogspot.com/feeds/1038884706834160562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2451682596790681541&amp;postID=1038884706834160562' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/1038884706834160562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/1038884706834160562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dozedeabril.blogspot.com/2008/02/dilogo-ou-qualquer-coisa-como-um-dilogo.html' title='Diálogo ou qualquer coisa como um diálogo.'/><author><name>Giuliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08321400099839041481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2451682596790681541.post-8660704393649498775</id><published>2008-02-12T10:30:00.000-08:00</published><updated>2008-02-12T11:12:10.800-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sonhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>Aos Sonhadores Lúcidos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pensou que era fácil sonhar. Fácil era, se estivesse sempre fora do comando, se os fragmentos dos sonhos se desenhassem como bem quisessem, tempestade cerebral. Mas para ser dona de suas noites também devia aprender a imaginar, acostumar-se com a liberdade irrestrita. Adorava a idéia de fazer o que quisesse, de ganhar mais uma vida, dimensão do tudo-possível. Não sabia que cruzar o sono e a vigília seria assim: ouvir vozes, paralisar na fronteira. Chegava devagar para sonhar. Viu que precisava sentir desde a textura do assoalho até o tecido da cortina, para cruzar a janela e voar. Teria de buscar em si para reconstruir. Tomar as rédeas do aparentemente irrefreável: o limite era justamente esquecer que poderia controlar. Dessa vez, como preço por saber-se sonhadora, teria que fazer funcionar a engrenagem do que antes fluia sozinho. Ao trocar de sala, desenhava os ambientes, pensava em quem encontraria, quais perguntas faria e as respostas: ali, dialogava com si mesma. Gostava de abordar alguém e perguntar-lhe: “Ei, o que fazes aqui?” Alguns riam, outros respondiam “não sei” e ela se perguntava porque havia colocado aquelas pessoas ali. Quando caía sem querer, sem mais nem porquê, se via lá, obrigada a fazer acontecer. Prostrada, sentava no chão de sonho e pensava: “Sonhar pra sempre? Melhor não, ah não... não que eu rejeite toda a fantasia do mundo, mas só essa noite, quero só dormir.”. Até voar entedia quando é rotina. Até sonhos são prisões quando não sabemos inventar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;color:black;"&gt;&lt;em&gt;“Mantenha o equilíbrio. É o que eu digo. Siga com a corrente. O mar jamais rejeita um rio. A idéia é manter-se em um estado de partida, mesmo ao chegar. Economiza-se em a apresentações e em despedidas. A viagem não requer explicações, apenas passageiros. É aí que entram vocês. É como se chegássemos ao planeta com uma caixa de lápis de cera. Pode-se ganhar a caixa de 8, ou a de 16... mas o segredo é o que você faz com eles e as cores que lhe foram dadas. &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;Não se preocupe em colorir somente dentro das linhas. Pinte por fora das linhas e fora da página! Não queira me limitar! Nos movemos com o oceano. Não estamos ancorados! [...]&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;color:black;"&gt;&lt;em&gt;Dizem que os sonhos somente são reais enquanto duram. Não podemos dizer isso da vida? Muitos de nós estão mapeando a relação mente-corpo dos sonhos. Somos chamados onironautas, exploradores do mundo onírico. Um amigo me disse, certa vez, que o maior erro que podemos cometer é acharmos que estamos vivos quando, na verdade, estamos dormindo na sala de espera da vida.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;color:black;"&gt;[Trecho do filme Waking Life]&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;font-size:10;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2451682596790681541-8660704393649498775?l=dozedeabril.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dozedeabril.blogspot.com/feeds/8660704393649498775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2451682596790681541&amp;postID=8660704393649498775' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/8660704393649498775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/8660704393649498775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dozedeabril.blogspot.com/2008/02/aos-sonhadores-lcidos.html' title='Aos Sonhadores Lúcidos'/><author><name>Giuliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08321400099839041481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2451682596790681541.post-1849932012815218765</id><published>2008-02-03T19:34:00.000-08:00</published><updated>2008-03-25T18:23:48.629-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rilke'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rascunhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>A Hora</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não conheço o Rilke poeta senão por trechos esparsos. O Rilke epistológrafo, no entanto, conheço e me encanta cada vez mais em Cartas do Poeta sobre a Vida – Rainer Maria Rilke [Martins Fontes, 2007]. Sobre viver, sobre o trabalho, sobre a arte, sobre linguagem, sobre ser com os outros: tudo me ensina, me espanta e me aconselha. Um guia sobre a vida: parece demais para uma seleção de cartas, mas verdadeiramente o é.&lt;br /&gt;Ali, aprendi a não reclamar do sofrimento, já que não sabemos “quanta pulsão de vida o corpo estranho da dor, uma vez dissolvido, transmite ao nosso sangue”. Vi também que aquilo que escrevemos quando jovens “é um grito, e alguém pensa que um grito deve ter sido gritado diferente?”. Se a vida é complicada, “ela se orgulha disso”, diz o poeta, “com simplicidade, ela provavelmente não nos levaria a fazer aquilo a que não somos facilmente inclinados.”.&lt;br /&gt;Um trecho, porém, me agradou especialmente. Todos conhecem aquele pensamento que diz que as grandes mentes têm as mesmas idéias que nós, no entanto só elas têm a sabedoria para dizer. Pois encontrei providencialmente nos escritos de Rilke algo que queria dizer há tempos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Nenhum livro, assim como nenhuma palavra de consolo, consegue algo decisivo se quem o encontra não tiver sido preparado por algo totalmente imprevisto para uma recepção e uma fecundação mais profundas: se sua hora de introspecção em todo caso não chegou. Para levar essa hora ao centro da consciência, basta isto ou aquilo: às vezes um livro ou um objeto de arte, às vezes o olhar de uma criança, a voz de uma pessoa ou de um pássaro e, por vezes, até o ruído do vento, um estalido no assoalho.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se sabe a que freqüência vibra alguém quando lhes damos nossas palavras, nossos pareceres, nossos consolos? Como podemos aconselhar que leia tal livro, que assista a tal filme, que ouça tal álbum: não, não se sabe em que campo cairá essa semente, se poderá fertilizar ou não. Nossas cabeças, cheias de sentimentos e medos e apreensões e espantos, não são uma cera onde os agentes externos sempre deixam suas marcas. Às vezes, simplesmente “sua hora de introspecção não chegou” e, que quer se ponha diante nós, nada nos dirá. Há momentos que simplesmente estamos refratários a tudo.&lt;br /&gt;Mas como é lindo e indizível quando nossa hora vem. O que antes era silêncio agora nos diz tanta coisa. O livro de poesias que repousa na estante, nos olhando, aguardando não só pelas páginas abertas, mas pela alma aberta também. Quantas impressões que depois descontruímos, como diz nosso amigo, com o ruído do vento. O conselho dado a nós, que se fez entender naquela tarde, dias depois, quando reapareceu misteriosamente, pesado de significado.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Algo nos surpreende, algo que já estava em nós. Essa é a hora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2451682596790681541-1849932012815218765?l=dozedeabril.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dozedeabril.blogspot.com/feeds/1849932012815218765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2451682596790681541&amp;postID=1849932012815218765' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/1849932012815218765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/1849932012815218765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dozedeabril.blogspot.com/2008/02/hora.html' title='A Hora'/><author><name>Giuliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08321400099839041481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2451682596790681541.post-4132606335838470062</id><published>2008-02-01T10:29:00.000-08:00</published><updated>2008-02-15T19:29:21.636-08:00</updated><title type='text'>Aconselhamento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Seja quem és, conforme prelecionaste, cheio de verdades e certezas, em teus depoimentos falsos: aceita tuas circunstâncias. Põe sobre ti o véu da simplicidade e da sinceridade. Dá cabo a essas culpas e maquinações que sobrevêm todos os dias, ao cair da tarde. És medíocre, que mal há de ter? Se estás cônscio disso, não há mal algum. Se vives no claustro da mediocridade, sabes que estás lá arranhando as paredes pra escapar, sabes que aquele espaço não é o mundo inteiro: isso é nobre. Perdoa-te disso tudo. Se achas que é preciso, auto-engana-te! Quem suporta por tanto má imagem de si mesmo? Deixa que esse ocaso, que antes te entristecia, saiba a flor de casa de vó e almoço alegre, começo de festa na quinta série. Prova a alegria de quem só conhece apreciar o ir e não fica exausto esperando o chegar. Tenha irmandade com esse mundo, deixa o outro, deixa estar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2451682596790681541-4132606335838470062?l=dozedeabril.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dozedeabril.blogspot.com/feeds/4132606335838470062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2451682596790681541&amp;postID=4132606335838470062' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/4132606335838470062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/4132606335838470062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dozedeabril.blogspot.com/2008/02/aconselhamento.html' title='Aconselhamento'/><author><name>Giuliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08321400099839041481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2451682596790681541.post-8302702730935288715</id><published>2008-01-30T20:02:00.000-08:00</published><updated>2008-02-28T20:26:20.347-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Doze de abril é blog. Antes de sê-lo, era o nome dado ao meu arquivo, depósito para todos os textos sem paradeiro que escrevia. A data não quer dizer muita coisa: foi o dia, em dois mil e seis, que iniciei a escrever nele. A falta de criatividade se repete aqui, se bem tenha agora um pouquinho mais de signifcado que antes. Não é dia de nenhum santo, nem meu aniversário, nem coisa alguma. Tudo por conveniência: anotações à mão demoram mais e depois que anoto geralmente nunca sei onde diabos estão.&lt;br /&gt;Quisera eu fazer um blog criativo, atraente do nome aos detalhes. Mas não sei muito bem, sou sem jeito, sem jeito... De qualquer maneira, eis-me aqui. Farei meus comentários àquilo que leio, que vejo, que observo, e, sempre implícito em tudo isso, àquilo que sou. Somente textos sem muita razão de ser, cartas inacabadas e outras coisas que brotarem da poesia e das canções. Nesse espectro enorme do que pode vir-a-ser esse espaço, só uma coisa: não entrarão textos apócrifos nem nada que se assemelhe a um diário. Só isso lhes prometo, caros visitantes, somente isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Não, não sou das Letras&lt;br /&gt;sou um intruso.&lt;br /&gt;Mas de quem são as letras?&lt;br /&gt;Não são dos confusos? [Máucio]&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2451682596790681541-8302702730935288715?l=dozedeabril.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dozedeabril.blogspot.com/feeds/8302702730935288715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2451682596790681541&amp;postID=8302702730935288715' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/8302702730935288715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2451682596790681541/posts/default/8302702730935288715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dozedeabril.blogspot.com/2008/01/doze-de-abril-blog.html' title=''/><author><name>Giuliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08321400099839041481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
